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Fascite plantar

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2, September, 2010 por Equipe Run and Care

fascite

Um dos palavrões com que os corredores frequentemente se deparam é a fascite plantar. Algumas vezes este palavrão aparece nas grafias fasceíte ou fasciite.

De tão comum na corrida, o que é a fascite não chega a ser um mistério para a população corredora e não faltam boas fontes de informação na internet.

Por isso, abordaremos menos “o que é” e mais “como ela ocorre”.

A fascite se manifesta com uma dor na região interna da planta do pé, próxima ao osso do calcanhar. Esta dor é mais intensa pela manhã, nos primeiros passos após sair da cama, e tende a melhorar com a movimentação ao longo do dia. Porém, maiores períodos em pé, caminhando ou correndo podem fazer a dor reaparecer. E isto atormenta muito o corredor, chegando a limitar treinos e provas.

Uma das principais causas de angústia do atleta com fascite vem da não compreensão do mecanismo causador da fascite e da dificuldade do tratamento.

Como mencionado no post anterior (lesões por overuse), o mecanismo básico deste tipo de lesão pode ser entendido pelo ditado “água mole em pedra dura…”. As fascites, tendinites, bursites… do atleta, não se pegam do ar. Você não pegou fascite, você não tem fascite, você está com fascite, desenvolveu uma fascite.

O que faz a fáscia plantar machucar é um estresse mecânico, alguma sobrecarga que esta estrutura vem sofrendo. Eliminado o estresse mecânico, o tecido se recupera e a fascite desaparece.

Mas se o estresse mecânico vem da corrida, devo parar de correr?

No período em que a dor está intensa é mesmo aconselhável dar um repouso à estrutura e diminuir ou mesmo parar a corrida, mas esta não é a solução que buscamos. Você não precisa procurar outro esporte e não precisa virar sedentário e perder todos os benefícios do esporte porque está com fascite plantar.RNM pascite

Um movimento adequado não gera sobrecarga na fáscia plantar, aliás, não gera sobrecarga significativa em nenhuma estrutura do aparelho locomotor, apenas trabalho muscular.

Por isso, para tratar a fascite, precisamos corrigir o movimento da corrida para que ele deixe de sobrecarregar a fáscia e você possa treinar bem, sem dor.

Mas qual é o movimento inadequado que causa a fascite?

Na corrida, a fáscia plantar é maximamente tensionada quando o peso do corpo é sustentado mais pela parte interna da ponta do pé (mais pelo dedão). Ou seja, a pronação do pé é um fator importante (veja o post “pronação”).

Esta tensão também é maior, quanto maior a carga que deve ser sustentada. Por isso, correr com maior deslocamento vertical (saltando) é uma das inadequações que podem aumentar o risco de fasciite. Outra falha importante e comum é o déficit na absorção inicial do impacto. Ele deve ser feito com o retropé (parte de trás do pé – calcanhar) e com o rolamento do pé até que a ponta do pé receba o peso do corpo. Não realizar este processo, ou abreviá-lo, vai gerar maior carga e maior tempo de sustentação da carga na ponta do pé e, conseqüentemente, maior sobrecarga na fáscia.

Obviamente, outros fatores contribuem e devem ser analisados em cada caso como o sobrepeso, uso de calçados inadequados, treinamento sem orientação de professores entre outros.

Lesões por overuse

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15, July, 2010 por Equipe Run and Care

agua moleAntes de falarmos de lesões específicas, vamos falar um pouco do tipo de lesão que engloba as lesões mais frequentes dos corredores.

O corredor raramente tem uma lesão macrotraumática ou de ocorrência aguda, como ocorre em esportes de contato, como o futebol. Dentre as lesões deste tipo, as mais comuns entre os corredores são o entorse do tornozelo e escoriações em uma eventual queda.

A lesão típica do corredor é a lesão por overuse, ou de ocorrência crônica. São as tendinites, fasciites, periostites, fraturas por estresse, pubalgias, sacroileítes…

Este tipo de lesão ocorre devido a uma sobrecarga mecânica de baixa intensidade, mas que atinge determinada estrutura do aparelho locomotor com grande freqüência. “Água mole em pedra dura…”.

Mas, apesar do nome “overuse” indicar algo como “lesão por uso excessivo”, o volume e intensidade do treinamento nem sempre estão relacionados ao seu surgimento. Um movimento inadequado durante o esporte gera pontos de sobrecarga no aparelho locomotor. Sendo assim, mesmo volumes e intensidades não muito grandes de treino podem já ser o bastante para desencadear a lesão. Movimentos adequados distribuem melhor a carga no organismo que, portanto, tolerará treinos mais intensos e freqüentes.

Nos posts a seguir, abordaremos não só as lesões, mas as inadequações de movimento mais comuns relacionadas a elas.

Entenda sua lesão

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15, July, 2010 por Equipe Run and Care

contorcionistaEm nossa experiência clínica e de prática esportiva, percebemos que uma das questões que mais geram ansiedade nos atletas lesionados é a não compreensão da sua lesão. Em primeiro lugar, “o que eu tenho?!”.

Muitas vezes as lesões crônicas são difíceis de se diagnosticar. Radiografias, ressonâncias magnéticas, exames de sangue, testes disto e daquilo. A ressonância mostra uma hérnia de disco, mas a hérnia não explica a dor que você sente, foi um achado, a causa é outra, “mas então, o que eu tenho?!”

Algumas vezes, acontece de a dor desaparecer e o atleta ainda não ter compreendido o que teve. Como não houve a compreensão do que ocorreu, vem o medo “E se eu tiver de novo?!”. Além disso, a dor assume uma faceta mística assim como o tratamento. É comum, nestes casos, ouvir: “Fui a vários médicos e nada resolveu. O que curou a minha dor foi…” e nestas reticências está toda a sorte de coisas, desde sebo de carneiro, dietas estranhas, remédios fitoterápicos, xamãnicos, benzedeiras e até um médico muito bom, um fisioterapeuta com uma ótima mão, um massagista chinês que deu um tranco não sei onde…

Compreender qual sua lesão é fundamental no processo de recuperação. Mas muitas vezes, nesta hora você ouve um nome esquisito. Fasciite plantar, periostite, pubeíte, espondiloartrose, síndrome miofascial, tendinopatia e por aí vai. “Mas o quê é isso??!!”. É a próxima pergunta. Pra jogador de futebol parece ser tudo mais fácil, tudo é contusão!

Em tempos de internet, o próximo passo é perguntar ao Mr. Google. Nessa hora, para o leigo, resta torcer para cair numa página com bom conteúdo, uma vez que na internet, cada um publica o que quer.

E é este o objetivo desta seção, tentar facilitar a compreensão da sua lesão para diminuir a angustia de não saber exatamente o que se tem. E, assim, facilitar o processo de reabilitação, permitindo traçar objetivos terapêuticos apropriados e decisões mais acertadas.

Nesta seção, abordaremos não só o que é a lesão, sua fisiopatologia, mas também as causas cinéticas mais comuns que levam a estas lesões. Quais os erros de movimento mais comuns no esporte que podem sobrecarregar a estrutura em questão e causar estas lesões que tanto atrapalham a vida do atleta.

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RUN&CARE – saúde em movimento.